Archive | May, 2012

Banheiro feminino

11 May

Uma nuvem de mistério paira sobre o banheiro feminino. O que elas tanto fazem lá?

Sim, ele serve para conversar. Na balada, serve para falar bem do gato que está olhando pra você ou do mala que não sai do seu pé. No trabalho, serve para falar do próprio, da manicure, do almoço, do fim de semana e tudo o mais que seja possível falar entre escovas, pastas de dente, rímel e pó facial.

Serve também para chorar. Quantas vezes não ouvi lamúrias de alguém trancado na cabine, não sabendo se é melhor sair rápido dali para não constranger a pessoa quando ela aparecer de olhos vermelhos, ou ficar e correr o risco de vê-la, tendo que dizer palavras de apoio para uma estranha.

Mas, acreditem se quiser, mulher também vai ao banheiro para fazer suas necessidades básicas. E é aí que o bicho pega.

Sempre tem o risco da descarga com defeito. Quem nunca passou por apuros vendo a água subir em redemoinhos? Sincronizada com ela, sobe a vergonha e o desespero. Uma boa solução pode ser avisar a faxineira – dizendo que já estava assim quando você chegou, claro.

Mais uma possibilidade é a água parada. Nada sobe, nada desce. Aí não tem jeito: fecha a tampa e se manda. Até hoje tenho medo de abrir tampas de privada fechadas, trauma de algum dia em que encontrei uma surpresinha.

Mulheres não estão imunes a fazer sons involuntários. Um barulhinho que escapa é suficiente para que ela fique plantada dentro da cabine até que não haja mais sinal de outra pessoa do lado de fora – o que pode levar séculos. Um jeito particularmente nosso de manter imaculado o feminino.

Outras, por sua vez, se esquecem de dar a descarga. E você se pergunta: como assim esquecem? Afinal, o que foram fazer lá? Torça para não ser a próxima a entrar. Por último, tem (tem!) quem não lave as mãos quando sai da cabine. Vira as costas e segue para a sala de reunião, cumprimentando simpática o seu cliente.

Coisas de mulher.

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